Mouro - Revista Marxista - Núcleo de Estudos d'O Capital - Ano 11 - No. 14 - Janeiro 2020 - ISSN 2175-4837
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DOSSIÊ: Novas Formas de Organização da Esquerda

O Marxismo e o Romantismo revolucionário: de Karl Marx a José Carlos Mariátegui
Michael Löwy

Kirchnerismo e Peronismo: Apelos identitários na militância kirchnerista desde 2003 até hoje
Dolores Rocca Rivarola

Entendendo o Podemos
Pablo Iglesias

Equador: O Atentado ao Projeto Desenvolvimentista Hegemônico
Francisco Hidalgo Flor

Educação: contradições das lutas sociais e os limites do reformismo
Carolina de Roig Catini

Ventos de Junho: o crescimento do MTST e os desafios da conjuntura atual
Gabriel Reis Simeone

ARTE E REVOLUÇÃO

Hip-hop, reforma e revolução
Sérgio Domingues

Por la Banza Izquierda Relação entre ideologia política e a formação de clubes de futebol no Cone Sul durante as primeiras décadas do século XX
Matias Pinto

BIBLIOTECA SOCIALISTA

Arthur de Gobineau e o Interregno Brasileiro (Março de 1869 – Maio de 1870)
Marisa Midori Deaecto

Esboço de Uma Cartografia dos livreiros da Cidade de São Paulo
Eujácio Oliveira

MARXISMO

Breves reflexões sobre Natureza e Crescimento na tradição marxista e o desafio do Decrescimento
Agnaldo dos Santos

D. B. Riazanov
Boris Souvarine

Inglaterra Corrupção nas Eleições
Karl Marx

MEMÓRIA E HISTÓRIA

Guiomar!
Vivian Nani Ayres

O Operário Orisson Saraiva de Castro e algumas linhas sobre a memória de comunistas no bairro de Itaquera
Valter de Almeida Costa

VALOR E VIOLÊNCIA

1932: Economia do Conflito Militar
Lincoln Secco

“O Sol Vermelho que ilumina os nossos corações” Mao Tsé-Tung e a Revolução Chinesa
Wilson do Nascimento Barbosa

Entrevista com Barbara Balzerani
Furquim Silvia De Bernardinis

A Luta armada na Itália: as Brigadas Vermelhas (1970-1987)
Silvia De Bernardinis

Performance e Discursos contra a Polícia Militar: Black Bloc nas Ruas
Esther Solano Gallego

NOTAS DE LEITURA

Trabalhadores, uni-vos! Antologia política da I Internacional
Antônio David

Affinités révolutionnaires
Felipe Castilho de Lacerda

Educação Libertária no Brasil – Acervo João Penteado: Inventário de Fontes
Jéssica Camila Favero Pereira Pinto

Liberdade e ditadura em Sombras de reis barbudos (Brasil, 1972)
Marcos Silva

Teoria da História e Filosofia da Práxis em Mariátegui e Caio Prado
Yuri Martins Fontes

“Tribuno revolucionário ou burocrata?” Lukács sobre Lenin
Antonio Rago Filho

Os zapatistas de Morelos: retrato de uma recusa combativa na Revolução Mexicana
Liz Nátali Sória

Sobre Keynesianos de Esquerda e suas Keynesianices
Luiz Eduardo Simões de Souza

POEMA

Pizza Punk

Socialismo ou Barbárie? Barbárie

 

 

 

A crise latino americana de 2015 revelou aquilo que desde junho os protestos do MPL e vários artigos publicados aqui previam: o esgotamento do lulismo e seus congêneres de Nuestra América. O modelo de governos relativamente progressistas baseados num capitalismo predatório exportador de commodities, distribuição limitada de renda e preeminência  do capital financeiro exibiu seus impasses.
Dilma Roussef foi eleita com a menor vantagem na história do Brasil sobre o segundo colocado. Na Venezuela, o sucessor de Chavez obteve 50,66% contra 49,07% da oposição. Na Argentina se desenhou um  segundo turno inesperado para o governo de Cristina Kirchner.
Há também uma concentração histórica de oposicionismo a políticas populares em regiões econômicas favorecidas. No Equador, em 2015 a oposição conquistou Quito e Guayaquil (a maior cidade do país, onde se concentra a classe média portuária). No passado recente, a oposição boliviana se concentrava em Santa Cruz de la Sierra, pólo econômico do país. No Brasil é o “poder moderador” paulista que desestabiliza historicamente os governos reformistas.
Nos bastidores da comédia parlamentar movem-se novíssimos grupos subalternos. Depois do  arrefecimento da contrarevolução dos coxinhas, concentrados em São Paulo, eis que a juventude combativa volta com nova tática nas escolas tomadas em São Paulo. Resistem a uma “contra-reforma” educacional (sic) que visa simplesmente economizar recursos. O problema, logo se vê, não é “ouvir” as pessoas. Elas querem decidir.
Mouro traz assim, uma vez mais, artigos sobre estratégia revolucionária, análises da militância no Brasil, Argentina, Equador e Itália, análises históricas e teóricas e resenhas. E o mais importante: com recursos próprios e contrariando todas as estatísticas, atinge o número 10!
Cruzamos a linha de chegada.
Homenagem? E por que não um grande abraço fraternal cheio de admiração e respeito à nossa Guiomar Silva Lopes, da guerrilha dos anos de infâmia à guerra contra o abandono? Uma vida que entre nós transborda.
O camarada Orisson não esperou sua homenagem em vida, posto que a Mouro quer homenagear em vida, aqui, no lugar em que a batalha tem nomes certos em suas primeiras fileiras: Orisson Saraiva de Castro presente!
Ideias que combatem, sob o rigor do pensamento e da ciência, em jovens corações de todas as idades. Aqui, na Mouro.